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10ª REATECH


Novidades e tecnologias que proporcionam maior autonomia à pessoa com deficiência marcaram a segunda maior feira de acessibilidade e reabilitação do mundo


Por Cynthia Marafanti

 

Foto Oziris Bernardino

A 10ª Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, popularmente conhecida como Reatech, recebeu mais de 250 expositores e cerca de 40 mil visitantes entre os dias 14 e 17 de abril, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Com números tão expressivos, o evento é considerado o segundo maior encontro a favor da inclusão social do mundo, só perde para a Feira Internacional e Congresso de Reabilitação, Prevenção, Integração e Cuidado – Rehacare, que acontece em Düsseldorf, na Alemanha. Este ano, a Reatech apresentou lançamentos de acessórios e adaptações exclusivos para um público realmente especial.

Sob a ótica de que para cada caso há uma solução, as empresas expositoras da Reatech trouxeram centenas de soluções com tecnologia avançada, que prometem atender e facilitar o dia a dia de pessoas com deficiência. Para se ter ideia, entre um corredor e outro era possível encontrar indústrias de aparelhos auditivos, cadeiras de rodas, carros adaptados, bengalas e lupas de longo alcance, agências de emprego, bancos e instituições financeiras, centros educacionais, equipamentos hospitalares, turismo adaptado e outras entidades engajadas com os cuidados e a integração social do público presente.

Além da exposição de produtos, o evento contou com uma extensa programação de artes cênicas e grupos de dança compostos por artistas, atividades com animais e equoterapia, galeria de arte, parque infantil adaptado, quadras para a prática de esportes, palestras, congressos médicos e seminários. “Infelizmente o número de pessoas com deficiência nunca se estaciona, mas notamos que o Brasil busca soluções inovadoras para reabilitação e acessibilidade”, destaca José Roberto Sevieri, presidente do Grupo CIPA – empresa responsável pela organização do evento.

De olho nessa realidade, a Prefeitura de SP aproveitou o evento para lançar o Censo-Inclusão, criado pela Lei 15.096 de 6 de janeiro de 2010 pela então vereadora Mara Gabrilli, uma pesquisa inédita que visa mapear quem são e como vivem os paulistanos com deficiência. A ideia é conhecer o perfil dessas pessoas para desenvolver políticas públicas que atendam às suas reais necessidades.

E como não poderia ser diferente, toda a estrutura da feira estava devidamente sinalizada e com adaptações especiais, que permitiram a mobilidade dos visitantes. Para as pessoas cegas, um mapa sonoro acionado via infravermelho foi instalado no espaço. Assim, o usuário escutava de forma automatizada o nome do estande próximo, além de informações complementares, como os serviços e soluções do expositor.

Já as pessoas com deficiência auditiva receberam um equipamento multimídia com tela touch screen, onde as informações sobre os produtos e serviços apresentados na feira estavam disponíveis em vídeo com legenda e a interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

 

“Infelizmente o número de pessoas com deficiência nunca se estaciona, mas notamos que o Brasil busca soluções inovadoras para reabilitação e acessibilidade”, destaca José Roberto Sevieri, presidente do Grupo CIPA

 

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