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Educação
 

Sem fronteiras


Cursos de educação a distância promovem cidadania e inclusão social


Por Cynthia Marafanti

 

 

Aprendizado acessível. Esse é um dos propósitos da Educação a Distância (EAD), uma metodologia de ensino onde professor e aluno não estão juntos fisicamente, mas conectados por meio de recursos tecnológicos, como a internet. Essa modalidade de aprendizado pode contribuir para a redução de desigualdades sociais, além de garantir o direito à educação das pessoas com deficiência.

A proposta é promissora e visa atingir alunos em qualquer nível escolar, seja pelo correio, rádio, televisão, vídeo, CD-Rom, telefone ou fax. Com a democratização da informação na última década, a ferramenta de comunicação mais usual entre os adeptos do EAD é a internet.

A ideia é derrubar fronteiras de tempo e de espaço e proporcionar maior flexibilidade para o aluno, que poderá estudar de acordo com a sua disponibilidade de horário, além de respeitar suas limitações de locomoção e acessibilidade nas aulas. De acordo com a consultora em educação a distância e coordenadora do Núcleo de Educação a Distância da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), Flávia Rezende, há métodos de ensino e softwares próprios para atender cada tipo de deficiência. Um cego, por exemplo, pode estudar a distância com ajuda de programas de áudio, como o Scan Voice, e material impresso em braille. Já o surdo pode acompanhar videoaulas com legendas ou linguagem de sinais.

É com essa versatilidade que aproximadamente 2,5 milhões de estudantes estão matriculados nos mais de 1.752 cursos a distância, oferecidos em 376 instituições, de acordo com o último censo analítico da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED). Com números tão expressivos, não há como negar que a EAD é fundamental para o desenvolvimento da educação especial no Brasil. "Para comprovar a importância dessa metodologia na educação, basta imaginar como seria atender a necessidade de qualificação dos mais de 190 milhões de brasileiros apenas utilizando o ensino presencial, ou do acesso ao local, que muitas vezes, é extremamente difícil", explica o ex-Ministro da Educação e Presidente da Associação da Cadeia Produtiva da Educação a Distância (ACED), Carlos Alberto Chiarelli.

 

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