Cão-guia
 No passo do cão-guia
Saiba como esses animais são treinados para se tornarem os companheiros fiéis de quem tanto precisa Por Rebeca Alcoba
É comum vê-los nas ruas, no transporte público ou dentro de estabelecimentos - até porque eles têm passe garantido em qualquer ambiente, de acordo com a Lei Federal 11.126, de 2005. A reação a esse encontro quase sempre é de empatia. "É bonito ver um cachorrinho com ar dócil auxiliando alguém que necessita dele", comenta Luciana Oliveira, usuária do metrô, em São Paulo.
Os mais apaixonados por cães tentam interagir com o bichinho e, em alguns casos, até iniciar uma conversa com o proprietário, afinal, a cena desperta interesse. Contudo, existem vários elementos nessa parceria entre cão-guia e o dono com deficiência visual. Conhecimento, amor e, acima de tudo, voluntários (famílias acolhedoras na fase de treinamento) são fundamentais para que em dois anos o animal chegue às mãos de quem ele vai acompanhar. É justamente esse universo encantador que você conhecerá por aqui.
Passo 1: antes do nascimento
Tudo começa com a escolha da raça. As mais adaptadas ao trabalho de cão-guia são labrador, golden retriever e pastor alemão. No entanto, boxer e collie também atendem aos requisitos, que incluem porte, resistência, facilidade em se adaptar a pessoas diferentes e temperamento adequado. A partir daí é feita uma seleção genética, ou seja, os responsáveis pelo treinamento buscam referências comportamentais e de saúde dos pais que irão gerar os filhotes.
Passo 2: a eleição
Após a gestação e o nascimento dos filhotes, é necessário detectar quais são os mais equilibrados emocionalmente. O cão ideal para receber o treinamento estará no meio-termo, ele não pode ser dominante ou submisso demais. Esse período leva em torno de oito semanas, enquanto os filhotes permanecem próximos à ninhada e à mãe. Assim como qualquer cachorro comum, é imprescindível oferecer a eles uma alimentação de qualidade e todos os cuidados veterinários desde o início.
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