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Entenda qual a função do deputado e por que é importante escolher bem o candidato que irá lutar pelos seus direitos


Por Kátia Deutner

Foto: Shutter Stock

Mais uma eleição se aproxima e a dúvida permanece: qual o melhor candidato? Nós sabemos que muitas pessoas só se preocupam em votar em cargos de presidente, governador e prefeito, e se esquecem de deputados federais e estaduais. Muitas vezes, votam em alguém cujo santinho foi distribuído nas redondezas das zonas eleitorais. Mas será que isso não prejudica a população?

Decidir por um candidato a deputado que lute pelos direitos e que não tenha histórico de corrupção é a principal atitude a ser tomada nas próximas eleições. Ele representa o povo, vota nas leis do País e traz melhorias para a sociedade. "É eleito com votos de segmentos da população e se compromete a representar, no Congresso e perante os governos, os interesses daqueles a quem pediu votos. Portanto, as leis que temos depende dele. Os rumos que os governos tomam dependem do apoio que o deputado dá ou não", explica Paulo Moura, cientista político professor da Universidade Luterana do Brasil (RS).

Como são escolhidos os eleitos

Para entender a conta, precisamos nos atentar ao quociente eleitoral, que é a soma dos votos válidos (menos nulos e brancos) dividido pelas vagas no Congresso. Com o resultado, é calculado o quociente partidário e define o número de cadeiras no Congresso para cada partido ou coligação. Ganha quem tiver a maior média. "Por exemplo, se um Estado tem 100 mil eleitores e na Assembleia tem 20 vagas, para se eleger deputado é preciso conquistar 5 mil votos. É difícil o candidato alcançar sozinho este quociente eleitoral - a não ser que seja muito conhecido. Como se resolve então? Cada vez que a legenda partidária atinge a marca de 5 mil votos dentre aqueles adquiridos por todos os seus concorrentes, entra o deputado mais votado na vaga. Se um partido fizer 4.999 votos, não elegerá nenhum", comenta Paulo Moura.

Apesar da importância, o brasileiro ainda escolhe mal. "Sem sequer investigar. Depois, as pessoas ficam reclamando da corrupção na política. Hoje basta digitar o nome do candidato no Google e obtém-se todas as informações. Não há mais desculpa para votar errado", pondera Paulo Moura. A opinião é compartilhada por Sandra dos Santos, cientista política e professora da Universidade Nove de Julho (Uninove - SP). De acordo com Sandra o brasileiro em geral não se sente parte integrante dos processos decisórios, não acompanha o dia a dia da política brasileira além do que a imprensa apresenta. Não se preocupa em buscar informações sobre o passado, projetos realizados, apoios, coligações, enfim, elementos que deem um embasamento na hora da escolha.

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