 Gol de placa
Museu do Futebol investe na acessibilidade para não deixar ninguém de fora do espetáculo
Por Renato Fernandes
Neste ano, as ruas ficaram pintadas de verde e amarelo e bandeiras do Brasil se espalharam por todos os lados. O futebol é o esporte mais popular do planeta, mas você sabe um pouco da história desse hobby que conquistou milhares de admiradores? Essa é uma das missões do Museu do Futebol que procura trazer para o público o passado dessa prática esportiva. As atrações do local revelam um esporte que já ganhava notoriedade desde os tempos em que o rádio era o meio de comunicação mais popular e as imagens da televisão eram em preto e branco. Qualquer pessoa pode entrar no mundo da bola, inclusive as pessoas com deficiência.
O museu foi inaugurado em setembro de 2008 e já nasceu com as atenções voltadas para a acessibilidade. Logo na entrada, há uma maquete com os arredores do Estádio do Pacaembu, o objeto serve para os cegos usarem o tato e descobrir qual foi o caminho utilizado para chegar ao museu, essa é uma maneira de criar uma identidade e dar uma espécie de boas-vindas para os visitantes.
Em todas as áreas há um espaço reservado para as pessoas que possuem deficiência, consequentemente elas não perdem nenhuma atração do museu. Um exemplo é a sala "Anjos Barrocos" que mostra telas com os craques que se destacaram no futebol brasileiro, entre eles estão Pelé, Zico, Garrincha, Ronaldo e Falcão.
A pessoa com deficiência visual consegue sentir a atmosfera da sala com quadros em alto relevo, que simulam o movimento dos jogadores, quando são tocadas. Além disso, elas são acompanhadas de legendas em braille. Cada detalhe não foi esquecido, nem mesmo os cabelos longos de Ronaldinho Gaúcho, característica singular do atleta campeão mundial pela seleção brasileira em 2002.
"Com essas medidas, as pessoas com defi ciência têm uma sensação de liberdade e sensibilidade, não ficam isoladas da obra através de um espelho, por exemplo. Assim, elas aproveitam mais as atrações e se sentem como qualquer indivíduo", fala o educador Marcel Continelli.
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