 Inclusão Já!
A campanha Inclusão Já!, da revista sentidos, cresceu. Agora se tornou um projeto que lançará ações de diversos temas. Nessa edição, vamos começar a falar sobre o voto Por Kátia Deutner
Escadas, falta de rampas, ou elevadores, e dificuldades fazem com que a pessoa com deficiência desista das eleições. Isso não deveria ser realidade no Brasil. O voto modifica e dá a opção de escolher candidatos que se responsabilizarão pela administração de cidades, estados e país. "O movimento de pessoas com deficiência é muito organizado.
Todos os direitos foram direta ou indiretamente frutos da participação política dessa comunidade", comenta Fabiano Puhlmann, psicólogo e consultor do Instituto Paradigma (SP). Uma das soluções para isso é posicionar a urna em um mobiliário acessível e os mesários precisam ser treinados para atender a esta população. Para se ter uma ideia, um milhão de pessoas com deficiência moram na cidade de São Paulo. O ideal seria que todos votassem na próxima eleição", completa.
Mudar o panorama Votar é direito e dever de todo brasileiro, independente de raça, classe social ou religião. Claro que a pessoa com deficiência tem obstáculos pela frente, mas não é motivo para não votar. Como mudar este panorama? "Através de campanhas. É preciso reforçar a importância que o ato de votar significa exercer cidadania", afirma Marco Pellegrini, coordenador de Projetos e Tecnologia da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SP).
Escolher nem sempre é fácil, mas isso não significa que é para eleger qualquer um. Observar promessas, postura ética e atitudes são fundamentais. É dever, ainda, cobrar e fiscalizar os eleitos. "Não despertamos consciência cidadã se as pessoas não têm conhecimento suficiente para cobrar mudanças. Considero a informação a ferramenta mais eficaz para tornar uma sociedade mais inclusiva. Como um cego vai reivindicar seus direitos se ele não tem sequer acesso ao conteúdo informativo sobre a legislação para pessoas com deficiência? Isso também vale para um surdo, uma pessoa com déficit intelectual. Derrubamos as barreiras informacionais para depois derrubarmos as tangíveis, como a falta de acesso", comenta Mara Gabrilli, vereadora (SP).
PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | Próxima >>
|