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Brasil 2016: A paraolimpíada é nossa


Crianças e adolescentes com defi ciência já estão se preparando para disputar e ganhar medalhas no maior evento do esporte que será realizado no Rio de Janeiro


Por Katia Deutner Fotos Chrys Fabbri

Dedicação não faltará para Victória Moreira da Silva que pretende disputar uma medalha durante a Paraolimpíada que será realizada pela primeira vez no Brasil em 2016. Tempo, ela tem de sobra. garra também. Com 17 anos, a nadadora só pensa em superar metas, vencer desafios e trazer alegrias para todos os brasileiros. "Vou me dedicar muito durante os treinos. Acho que pelo fato de ser aqui, podemos contar com um apoio extra da torcida. Esse é um momento para mostrar ao mundo que o esporte paraolímpico deve ser considerado e valorizado", diz a atleta que tem problemas de locomoção por causa de uma má-formação congênita.

Victória é uma das centenas de crianças e adolescentes que estão dando um duro danado desde já para representar o esporte paraolímpico brasileiro. E vão precisar fazer bonito para superar as marcas anteriores. Na Paraolimpíada de 2008, realizada em Pequim, na China, nossos atletas conquistaram o nono lugar no quadro de medalhas, ficando à frente de países como Alemanha, França e Espanha. E um detalhe: no saldo geral, eles conseguiram mais vitórias do que os atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos (23º lugar). Um grande feito que precisa ser mantido. "Eu estou me preparando para ganhar uma medalha, que é o sonho de qualquer atleta. Vou treinar muito para melhorar sempre e desenvolver os músculos das pernas, que devem ficar mais fortes. O mundo conhecerá muito melhor o nosso Brasil", conta Diogo Prudêncio dos Santos, 15 anos, nadador que tem paralisia cerebral.

Os cadeirantes da Escola Tênis do Futuro, em Goiânia, também já estão ansiosos para fazer bonito em 2016. "Para preparar as crianças e os adolescentes, nós vamos adicionar mais um dia de treino na semana para os atletas que tiverem se destacando e que estejam em dia com a escola. Incentivamos o estudo para que se tornem cidadãos capazes", comenta Augusto Cardoso Fernandes, um dos idealizadores da instituição.

 

Um futuro próspero

Atletas com deficiência física e intelectual

Esforço, dedicação e muito treino, sozinhos, não formam um atleta campeão. É preciso incentivo e patrocínio dos setores públicos e privados. O recém-lançado Projeto Ouro Clube Escolar, do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), disponibilizará R$ 1,2 milhão a fim de promover e apoiar ações para o envolvimento e o desenvolvimento das pessoas com deficiência por meio da prática esportiva. O documento elaborado pelo CPB ainda diz que "esporte escolar é fundamental para se atingir tais propósitos". O projeto caminha ao lado do Planejamento Estratégico do Esporte Paraolímpico Brasileiro 2009-2012 e é vinculado a entidades filiadas às Confederações e Associações Nacionais. Trocando em miúdos, o comitê dará atendimento esportivo a partir de março de 2010 para alunos com deficiência física, intelectual ou visual que estejam matriculados e que frequentem escolas públicas ou particulares de ensino fundamental, e médio, reconhecidas pelo Ministério da Educação e Cultura.

 

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