BUSCAR!
deficiencia Direção Livre Honda Conduz inclusão internar Ortopedia Monumento Peugeot

Principal
Imprimir Envie para um amigo
 

Aprendendo a ver com a Alma


Danieli Haloten é um exemplo de que vale a pena seguir atrás de um sonho, seja qual for a deficiência


Por Priscila Sampaio e Isabelle Lindote

Fotos Romulo Soares
"Para uma melhor interação entre nós dois, eu abri minha alma a ela, para que se apaixonasse pelo meu trabalho." Wagner Santisteban
FIGURINO: Daniele -Pulseira -Trizy / Blusa -Carmim para venetillo / Wagner -Camisa pólo listras -Coca -cola Clothing para Venetillo

É senso comum que deficientes são dependentes para fazer suas atividades diárias e, por isso, nem sequer trabalham. Mas não é isso que as próprias pessoas com deficiência visual têm demonstrado no mercado de trabalho. Ricardo Tadeu da Fonseca é o primeiro cego brasileiro a se tornar juiz, ao conseguir o cargo de desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná. Já Danieli Haloten, de 29 anos, conquistou um papel na novela "Caras & Bocas", da Rede Globo, e é a primeira atriz cega a atuar na teledramaturgia.

Para conseguir o personagem Anita, Danieli mandou um e-mail para o autor da novela, Walcyr Carrasco, pedindo uma chance. Parece que estava realmente no destino dela atuar na televisão, pois Carrasco tinha acabado de definir que em sua nova obra haveria um deficiente visual. "Por algum motivo que só o Criador conhece, essa atriz tinha que ser eu. E aceito essa responsabilidade com orgulho", conta ela. Formada em artes cênicas e jornalismo, Danieli sempre batalhou para conseguir seu espaço e está feliz em ter conquistado um papel tão importante, que tem emocionado muitas pessoas e proporcionado a reflexão nacional sobre a conduta que se deve ter em relação às pessoas cegas. "A melhor coisa que a Anita me proporcionou foi o reconhecimento do meu trabalho, algo que sempre busquei."

Danieli nasceu com glaucoma, doença que altera a pressão do globo ocular e causa dano ao nervo óptico com o tempo. Durante uma cirurgia malsucedida, ela perdeu a visão do olho esquerdo aos 10 anos e a perda total foi aos 17. Por isso, a atriz explica que em cada momento da sua vida foi reaprendendo as atividades do cotidiano, como comer, estudar e se locomover pela cidade. "Aprendi a andar de bengala e a usar um cão-guia. À medida que a modernidade foi me apresentando facilidades, eu tinha mais coisas para aprender, como usar os leitores de tela para computador e celular, por exemplo". Mesmo com a independência, os deficientes visuais encontram dificuldades de andar pelas cidades por diversos motivos. Danieli, quando passou a morar no Rio de Janeiro, sentiu isso na pele. "Uma das coisas que estranhei é que a maioria das ruas do bairro onde moro não tem sinalização. Em Curitiba e São Paulo, eu ando sozinha por toda a cidade."

PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | Próxima >>
 
Principal :: ed 58 - 2010
Difícil Decisão
Diversos :: ed 58 - 2010
Homenagem para quem faz
Educação :: ed 54 - 2009
Educar na diversidade é aceitar desafios
Esporte :: ed 59 - 2010
Ginástica inclusiva
Promoções :: 23/07/10
Concurso Cultural "Sem obstáculos"
Notícias :: 23/07/10
Falsa acessibilidade?
Edição 59 | EXPEDIENTE
NEWSLETTER
Receba nosso conteúdo exclusivo
BUSCAR!
 
 
 
  ContentStuff - Sistema de Gerenciamento de Conteúdo - CMS